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Março 4, 2011 / Amanda Melaré

A Fissura Labiopalatal

Para quem não conhece, a fissura labiopalatal é uma abertura na região do lábio ou palato (céu da boca), popularmente conhecida por lápio leporino.

A anomalia é ocasionada pelo não fechamento dessas estruturas, que ocorre entre a quarta e a décima semana de gestação. Há vários tipos de fissuras, mas as mais comuns são as unilaterais, que atingem somente uma das partes do lábio, ou bilaterais, caracterizadas por fendas em ambas as partes do lábio. As fissuras podem, ainda, ser consideradas completas, quando atingem tanto o lábio quanto o palato, ou incompletas, quando apenas uma das estruturas é atingida. Também há as anomalias atípicas, que variam desde as formas mais leves, como a cicatriz labial e a úvula bífida (quando este órgão aparece partido ao meio), até as mais graves, como amplas fissuras de lábio e palato, que deixam o canal oral em contato com o nasal.

A anomalia pode ser facilmente corrigida com cirurgia

Embora a anomalia não seja uma deficiência que impeça o indivíduo de se locomover, enxergar ou exercer as atividades cotidianas normalmente, ela apresenta uma dificuldade na vida dessas pessoas. No caso da fenda se estender até o palato, o deficiente pode aspirar o alimento enquanto faz suas refeições, provocando, assim, infecções como pneumonias e otites, a qual pode prejudicar o desenvolvimento da fala e linguagem da criança afetada, tornando-a, deste modo, mais propícia a problemas em seu desenvolvimento social.

A cada 650 bebês nascidos no Brasil, 1 apresenta malformação congênita labiopalatal. Deste modo, o público, ao entrar em contato com todas as dificuldades pelas quais um portador da anomalia passa, pode refletir sobre essa realidade.

O portador da fissura labiopalatal deve passar por diversas cirurgias de correção e adotar dietas e rotinas diferenciadas das pessoas não-portadoras. Como atualmente a má formação pode ser detectada através de ultrassom, a criança passa pela primeira cirurgia plástica logo depois do nascimento.

Infelizemente, o assunto não é explorado devidamente na mídia, fazendo com que muitas pessoas não conheçam as dimensões da anomalia e o tratamento que está sendo desenvolvido no Brasil há mais de 40 anos.

E é isso que queremos mudar com esse projeto.

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